quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO

FELIZ ANO NOVO

“Que a estrada se erga ao encontro do teu caminho
Que o vento impulsione sempre os teus passos
Que o sol brilhe quente sobre a tua face
Que a chuva caia suave sobre os teus campos
E até que nos encontremos de novo,
Que Deus te guarde na palma da sua mão.”

Antiga bênção Irlandesa





A todos quantos acompanham o blogue, Doce Aroma, o meu sincero obrigada.
Desejo-vos um Feliz Ano Novo, repleto de muitas e boas leituras, sejam elas em prosa ou poesia, por que "escrevendo ou lendo nos unimos para além do tempo e do espaço, e os limitados braços se põem a abraçar o mundo; a riqueza de outros nos enriquece a nós."

Citação de Agostinho Silva


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Disputa das Ideias




Temos cada vez mais tipos de ordem e cada vez menos ordem. (...) Depois de todos os esforços do passado, entrámos num período de retrocesso. Vê bem como as coisas se passam hoje: quando um homem importante lança uma nova ideia no mundo, ela é imediatamente apanhada por um mecanismo de divisão, constituído por simpatia e repulsa.
Primeiro vêm os admiradores e arrancam grandes bocados, os que lhes convêm, a essa ideia, e despedaçam o mestre como as raposas a presa; a seguir, os adversários destroem as partes fracas, e em pouco tempo o que resta de um grande feito mais não é do que uma reserva de aforismos de que amigos e inimigos se servem a seu bel-prazer. O resultado é uma ambiguidade generalizada.
Não há Sim a que se não junte um Não.
Podes fazer o que quiseres, que encontras sempre vinte das mais belas ideias a favor e, se quiseres, vinte que são contra. Quase somos levados a acreditar que é como no amor e no ódio, ou na fome, em que os gostos têm de ser diferentes, para que cada um fique com o seu bocado.

Robert Musil in O Homem sem Qualidades

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Natal de afectos



Natal de afectos


(na visão de uma criança)


Natal
época de sorrisos
abraços apressados
e olhares que se atropelam
nas ruas adornadas
por montras convidativas
ao desejo
à vaidade
e aos paladares gulosos.
Natal
época de brilho, de cor
de luz…

Mas que proveito tem o Natal
se estes sorrisos e abraços
se apagam sempre em Janeiro?

Eu não quero o Natal da actualidade
que logo passa, e se esquece.
Eu quero um Natal perpétuo no coração dos povos,
com uma chama constante nos sorrisos,
e os olhares a destilarem sinceridade,
e amor no dia-a-dia.

Eu quero um Natal que dure o ano inteiro
com muitos presentes enfeitados
por enormes laçarotes
coloridos
Do seu interior quero que brotem
gestos,
manifestamente
visíveis,
de afecto, bondade
e carinho.
Quero um Natal de gratidão,
e quero ser igualmente
agradecida,
por toda a meiguice
e atenção recebida.

Quero um Natal que revele muito amor,
reflexo de Jesus
Meu Bondoso Salvador,
a quem já entreguei a minha vida.

Feliz Natal!

Florbela Ribeiro