quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

O silêncio que dói


Mergulho no silêncio da alma

Até às profundezas do coração

Busco respostas para o

Sofrimento que me fere

As entranhas por dentro

As palavras que o vento levou

Deixaram-me seca, vazia…

E as duvidas e as incertezas

Desaguaram na mente ferida

Mas… o silêncio que me dói

Também me ajuda a ouvir

Melhor a voz de Deus…

Florbela Ribeiro A. S.

Meu coração soluça


Meu coração soluça, não bate

É um solitário caminhante

Que em compassos de dor

Procura no amor a inocência

Enxuga seu pranto

Num lenço molhado.

Viajante sofrido

Num trajecto falhado

Por alguém traçado

Com sonhos perdidos segue

Sorrindo, levando no peito

O coração magoado


Florbela Ribeiro A. S.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

As estrelas abriram as janelas


* As estrelas abriram as janelas *


A cidade parece estar em festa

Pelas ruas ecoam alegres melodias

De Natal, e os enfeites nas

Vitrinas convidam o olhar.

Contempla-se a cor, o brilho mas

Nos semblantes carregados

Paira uma nostalgia oculta.

Dos olhares do coração

Não irradia luz nem alegria

E o frio sentido nas ruas

Transborda nas emoções.

Por obrigação ou tradição

Cumprem-se hábitos rotineiros

Que a época nos exige mas

Vive-se mais um Natal sem sentido

De olhar fito no chão ninguém vê

Que as estrelas abriram as janelas

E jubilosas anunciam o nascimento

De Jesus Cristo Menino

O Salvador



Florbela Ribeiro A. S.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Soltei a voz do coração...


Soltei a voz do coração…

É difícil reinventar ideais
E reverter expectativas…
Soltei a voz do coração
Fiz do amor uma canção
Mas não ouvi o eco
Sentimentos perdidos
Silenciaram o meu canto
Criei castelos em sonhos
Em promessas acreditei
Mas o tempo passou
E dos sonhos fiquei refém
Fui sonhadora, ingénua
Deixei-me enganar?
Talvez… Não sei…
Mas o vazio ficou
E nada mais será como antes


Florbela Ribeiro A. S.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007



AO TEU CORAÇÃO INTACTO
Para a minha Mãe

Mãe…Das janelas da tua alma
Vejo o azul do mar imenso
Onde marés vivas de mágoas
Das traições sofridas
A praia vão alagar…
Mas tens repleto de amor
O teu coração intacto
Sem rancor, sem azedume…
Tens sabedoria no trato
E nos gestos tens perfume

Florbela Ribeiro A. S.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Pássaro sem voo


Pássaro sem voo

Podias voar mas tens medo
Vives oprimido sem liberdade
No refúgio do teu ninho
Ecoa o teu canto solitário
Porque não te atiras
No ar, com o voo passarinho
O que temes afinal?
O frio, o vento, o sol
Erguendo o calor
Temes o homem pardal?
O medo não te pode magoar
Nem o azul entre as nuvens
O que observas do mundo ao redor
Tem que dar ânsias de voar
Às tuas asas
Toma o teu voo passarinho.


Florbela Ribeiro A. S.

(........)