quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Contei uma vez mais com a preciosa ajuda do meu amigo e irmão João Tomaz.
Sem ele, os Poemas «Mãos» «Cantar de Amigo com um abraço» «Um dia destes vou voar» e «Alguém lá em cima gosta de mim», não reuniriam a mesma beleza e musicalidade.
Deus me tem concedido, na sua Infinita Bondade, o privilégio de ter ao meu lado um Mestre da Poesia e da Escrita, e um ser humano extraordinário.
Obrigada irmão João Tomaz pela forma carinhosa como tem disponibilizado do seu precioso tempo para me ajudar a voar...


Com muita estima, admiração e amizade
Um abraço até amanhã...
Flor

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O meu coração



O meu coração

Nada pode preencher o lugar
Que está somente reservado
Para alguém tão especial
Para o meu Senhor Amado

Esse Amado, tão Formoso
É meu Deus, e o meu Rei
É quem ocupa todo o meu ser
Por Ele me apaixonei

O meu coração está repleto
Repleto do Seu amor
Do Seu amor imenso
Só Tu és meu Salvador

Sem Ti nada sou Senhor
Mas contigo estou completa
Minha vida abençoada
Sempre atenta à Tua promessa

A Tua promessa é verdadeira
Pois Tu não és homem mentiroso
És o Deus de aliança e de justiça
O Senhor Deus Todo-Poderoso

És o Senhor que me sustenta
E contigo eu não temo nada
Pois sempre Me fortaleces
Ao longo desta minha caminhada

Contigo Senhor cada luta que venha
No percurso da minha vida
Não me assusta, não me amedronta
Sei que a vitória é garantida

O meu coração bate, bate
De plena e total felicidade
É tão bom sentir esta alegria
Amo Senhor a tua bondade

És Deus Forte e Poderoso
Deus Amável, Justo e Fiel
És o Deus Criador do mundo
És o Rei de Israel!

Florbela Ribeiro A. S
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A força de Deus em mim!



A força de Deus em mim!

Quando ao acordar me sinto fraca
Tão fraca e tão débil...
Quando a angústia me invade
Ansiedade me consome
Quando as lágrimas teimam
Em brotar dos meus olhos...
E a solidão insiste em me perseguir...
Ergo então os meus olhos
Para o alto
Pois sei... sim eu sei
Que é de lá que me vem o socorro
Coloco os meus joelhos no chão
E clamo a Deus...

Meu Pai Celestial...

Ele fala comigo
Ele consola-me
Ele coloca-me em Seus braços de Amor
Resgata a minha alma
De toda a tristeza
De toda a ansiedade
De toda a solidão
Seca as lágrimas dos meus olhos
Eleva-me aos altos montes
Mostra-me a Sua Grandeza
O Seu poder imenso
Sua terna e amável misericórdia
Todo o Seu amor por mim...
E por toda a humanidade.
Aí... nos altos Céus e sobre os altos montes
No seu colo bem protegida
Eu sinto-me forte... tão forte!
A minha alma fortalece-se na força do meu Deus!
Que razão tenho eu para chorar?
E a minha alma, porque está abatida?
Quando tenho um Deus Forte e Poderoso
Que me ama, me sustenta, me consola
Que me dá vitória sobre vitória
Mesmo em tempos de aflição...
Nunca me abandonou, jamais me deixa só...
Não me posso lamentar
Mas sim a Ele sempre louvar
Todos os dias... mais e mais
E a angustia, a solidão e tristeza
Se apartarão de mim...
Ó minha alma, sê forte em Deus
No Deus que te dá vida
E vida em abundância
Não te sintas só
Ao teu lado Ele sempre caminha...

Senhor meu Deus, sei que me amas
Não permitas que a minha alma
Se abata...
Mas que em Ti se alegre
Pois tu Senhor
És aquele que me dá força e vitória
E nunca me deixa só!


Florbela Ribeiro A. S.

Sou uma flor...




Sou uma flor...

A minha vida mudou
Agora sou uma flor
E você é o alimento
Que conserva o nosso amor
Transformei-me numa flor
Porque assim tinha de ser
Você transformou-se em água
Para que eu pudesse viver
Estava sempre feliz
Porque água não me faltava
Era o fruto e o alimento
De quem tanto me amava
O amor é sempre assim
Precisa do alimento
Porque morreria no dia
Que falta-se esse sustento!

Cantar de Amigo com um abraço




Cantar de Amigo com um abraço

Entro pela porta frontal
Sorriso nos lábios
Olhar cintilante
Meu coração a pulsar
Trago novas, novas trago
Para quem as quiser escutar
Se a luz do vosso semblante
Desejais de novo espalhar
Abram com ousadia
As janelas do vosso ser
Para em vós, Cristo morar
E depois das novas dadas
Com modéstia me retiro
Um abraço até amanhã

Florbela Ribeiro A.S.

Mãos



Mãos

Mãos
Aveludadas
Acariciam
Cuidam
Mãos no extremo
De um abraço
Mãos que exprimem
No gesto, no trato
A doçura do amor
Somente as Tuas
Me seguram
Protegem
E sustentam
Sou
Moldada em Tuas mãos.

Florbela Ribeiro A. S

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Um dia destes vou voar...


Um dia destes vou voar…

Nas asas do vento voar
Vou planar como uma águia
Na brisa suave da manhã…
Abrirei os olhos para a Natureza
Voarei e sentirei os olhos livres…
Observarei o Mar imenso
em contraste com o azul do Céu
sentirei do Sol, calor.
Uma saudação aos arbustos verdejantes, do alto…
Verei flores de mil tamanhos e cores…
Sorverei doces fragrâncias
Subirei ao monte mais alto
E lá em cima, no topo
Descansarei…
A contemplar tão majestosa criação…
E ao meu Senhor exprimirei
O quão grata Lhe sou por existir!

Florbela Ribeiro A. S.

domingo, 11 de novembro de 2007

Prece...


Prece…

Senhor hoje sinto-me tão pequenina,

Sinto-me tão diminuída e tão frágil

Os problemas que me cercam são tão grandes…

São enormes…

Parecem-me gigantescas montanhas

E estão a cercar-me por todo o lado.

Ah Deus…

Como se isso não bastasse

Ainda se unem e se aproximam de mim

Fazendo como que um cerco fechado

E parece que a qualquer momento me vão tragar

Ah meu Senhor…

Que faço eu agora…?

São tantos os problemas

Tantas as lutas e as dificuldades

Quase não consigo respirar…

Sinto-me sufocar… é muita a pressão

Muita dor, muita desilusão

Em nada encontro solução

Tem misericórdia de mim, Deus

Ajuda-me Senhor…

Resgata-me deste cerco de aflições

Que me vai tragar em vida….

Pai…

Pai tem compaixão de mim

Eu quero tanto sentir o calor do sol

Eu quero tanto sentir a brisa do vento no meu rosto

Eu quero tanto ver o dia amanhecer tranquilo….

Mas faz tanto, tanto tempo

Que tudo isso me é vedado

Não sinto o sol, nem o vento

E cada dia…

Ah cada dia traz com ele mais dor

E uma nova luta

Que se vai acumular às demais já existentes.

O cerco não pára de crescer

A dor não pára de aumentar

Até quando ó Deus?

Até quando irei resistir?

Até quando vais Tu permitir esta minha dor?



…………………………………………….



Perdoa-me Senhor o meu desespero

Perdoa-me…

Perdoa-me pelo meu desabafo incontido

Mas sabes…

Fez-me bem deitar para fora esta dor

Esta imensa agonia

Este imenso tormento que me dilacera a alma

Que me corta em mil pedaços o coração

E me venda por completo os olhos

Porque Tu

Sim Tu Deus

Fizeste essa venda cair dos meus olhos hoje

Ela caiu por terra…

Caiu aos meus pés

No chão…

Ah Deus, eu ainda não vi o que vais fazer

Eu ainda não vi como vais solucionar

Como me vais arrancar deste mar de problemas

Ainda não sei

Eu não sei, mas sinto-me calma

Pois estou segura de que vais fazer algo grande

Grande e maravilhoso

Como só Tu podes e sabes fazer

Sim DEUS, eu acredito em Ti

Eu acredito no Teu poder

No teu agir, no tempo certo

Sim, eu creio em Ti Deus

Pois se Tu criaste este mundo tão belo

Se Tu cuidas dos passarinhos

Não permitindo que eles passem fome nem frio

Tu que criaste as mais belas flores

Tu que do nada tu fizeste toda Criação.

Tu que do pó da Terra criaste o homem

E de uma simples costela fizeste a mulher

Ah meu Senhor, como não crer em Ti?

Nada te está vedado

Nada te está oculto

Nada é impossível a Ti

Para que digas: eu nada posso fazer…

Não!!!!

Mil vezes não!!!

Eu tenho um Deus Grande

Grande em Poder, Glória e Majestade

Um Deus que é bondoso e compassivo

Que cuida dos seus filhos com longanimidade e muito amor

Um Deus que vê cada coração

Que conhece toda a alma

E que sabe o seus limites.

Pois…

O meu limite

O meu limite esgotou-se Pai

E Tu sabes disso, e eu sei também

Porque agora, neste preciso momento

Tu, Senhor, aliviaste a minha dor

Tu me mostraste a Tua mão estendida do alto

Para me resgatar

Para me arrancar deste vale onde os montes me cercam

E intentam esmagar-me

Mas Tu Senhor, Tu não vais permitir

Melhor ainda…

Tu, não permites mesmo

Porque nesta mesma hora

Eu estou a ser erguida por Ti Deus…

Os montes…

Os montes estão aqui, no mesmo lugar

Mas ao direccionar os meus olhos para cima

Para o alto, eu posso sentir a brisa do vento no meu rosto

Posso sentir o calor dos raios de sol no meu corpo

E consigo ver as aves que voam no alto céu…

Estou a olhar para o alto agora

E parece-me que estou mais perto de Ti

Os montes… como que diminuem aos meus olhos

Ou será que és Tu Deus

Que me estás a dar uma lição?

Porque os montes são os mesmos

O sol e a brisa do vento nunca deixaram de existir

E as aves…

Bem, as aves todos os dias andam voando e cantando

Com o seu alegre chilrear

Mas eu não as ouvia Deus

Estava tão absorvida com os meus problemas

Que não as ouvia nem nada sentia

Esqueci-me de olhar para o alto

Esqueci-me de clamar a Ti

Esqueci-me do quanto me amas

Esqueci-me de que eu também te amo… mas esqueci

Perdoa-me Deus…

Tem compaixão de mim, Senhor

E obrigada pela dor

Obrigada por estes montes

E por estas lutas que me estás a dar

Porque agora eu sei

Que através delas eu vou poder ver

Vou poder sentir

Vou poder viver

E vou poder testemunhar

Do Grande e Maravilhoso Deus que és Tu

Obrigada Senhor

Obrigada pelo teu imenso amor

Grata, te sou por tudo

Mesmo pela dor

E há algo Senhor que jamais irei esquecer

É que eu te amo Deus…





*Florbela Ribeiro A. Silva / Outubro 2007*